Do que você sente falta?

28 Sep 2017

Do que você sente falta?

 

 

 

 

 

 

Esta é uma pergunta que ecoa nas nossas profundezas, e sim, a pergunta é do que você sente falta na sua vida?

 

Vamos falar de sentimento de falta que vem da carência, e que nos persegue impulsionando sentimento com de culpa, frustração e angustia...

Perceba, se você já teve a “sensação” que nunca tem o suficiente seja lá qual for à área de sua vida (trabalho, carreira, relacionamentos afetivos e familiares), ou seja, você faz, faz, faz, corre, procura dar seu melhor, mas parece que na vida, as pessoas, as situações nunca compensam na mesma medida, como se você nunca fosse bom (a) o suficiente, e por mais esforços e até “sacríficos que você faça”, sempre recebe menos.

Isso causa muita frustração, parece muito injusto e que não faz sentido que seja assim. Se você já se sentiu desta forma, saiba que existem razões bem definidas que levam isto a acontecer.

 

 

 

 

 

 

Vamos dar um exemplo - Imagine uma menina que tem uma mãe cobradora, rígida, agressiva e repressora, e por mais que esta criança faça, esta mãe nunca reconhece, e pior, só da atenção para esta criança quando ela entrega algo, como presentes, serviços, ou até a típica chantagem emocional do tipo, "se você fizer tal coisa você ganha um abraço, ou você ganha um carinho", caso contrario, ganha castigo.

Como toda criança sente necessidade de ser reconhecida e amada pelos seus pais, principalmente pela sua mãe (quem deu a vida), a tendência é fazer tudo para ser aprovada e ter aceitação, e ganhar carinho que vem após ela ter entregado algo. E durante a infância ela vai vendo estes comportamentos da mãe como normais, pois não tem experiência e nem maturidade para perceber o que acontece.

 

Mas o tempo passa e ela vai crescendo e percebendo que este padrão de tentar agradar a mãe a todo custo para ganhar amor é sufocante, e esta criança percebe que cada vez mais o nível de exigência está aumentando, e por mais que ela faça agora, nunca agrada de verdade e as cobranças só aumentam, e quando chega neste estágio já percebeu que deixou de fazer várias coisas por si, e entra um novo desafio que é lidar com as frustrações.

 

A partir daí então a adolescente ou adulta procura fazer coisas que rompam este padrão, e experimenta coisas diferentes e coisas que a mãe não aprovaria ou simplesmente passa a dizer alguns não, embora sentindo a dificuldade, é uma forma de tentar quebrar o padrão, e aí vem o sentimento de culpa por não ter agradado a mãe. E por sua vez, a mãe mantém as cobranças...

 

Então, iniciou uma relação baseada no sofrimento, que parece amor mas neste momento a criança agora adulto, já acumulou uma serie de frustrações, e o sentimento de falta está como um buraco, pois na verdade nunca teve um amor livre de cobranças e nem sabe como é amar livremente, e aí surge um vazio interno, e o padrão de crença interna que se instalou diz assim: eu só ganho atenção e amor se eu fizer muitas coisas, trabalhar muito, for "boazinha", não ir contra a opinião alheia, e atender as expectativas, além de outros sentimentos que acompanham.

Esta menina já adulta, em sua vida passa a agir dentro deste padrão, e busca relações iguais, ou seja, passa inconscientemente atrair para sua vida pessoas e situações que reforçam este sentimento, pois já se instalou um mapa mental que cria a realidade que ela conhece.

 

De repente, ela se percebe fazendo muito no trabalho, mas nunca é recompensada o suficiente, ela se relaciona com pessoas que não estão disponiveis sejam relações afetivas, parcerias e amizades, ou pessoas que só estão ali para ganhar algo. E quando esta menina adulta não puder dar o que a outra parte quer, ela já não serve mais, e esta menina retroalimenta o padrão de frustração já tão conhecido, e sustenta a crença interna que a chama de culpada, pois ela acredita fielmente que é culpada por o outro ter um padrão de comportamento assim. 

 

O mais incrível é que estes padrões passam de geração após geração, é só investigar o padrão de relacionamento da mãe com a avó desta mesma menina e veremos provavelmente o mesmo padrão como da mãe com a menina.

Aqui não estamos buscando culpados e vitimas, estamos falando de situações que geram padrões e crenças limitadoras.

 

Ao passarmos por determinadas situações negativas na primeira fase da vida, nosso CORPO e MENTE geram EMOÇÕES desagradáveis como medo, raiva, tristeza, culpa e outros, como por exemplo, este sentimento de falta que estamos falando aqui, eque  nada mais é do que uma carência interna.

 

Sinta a profundidade, pois se me sinto carente e com falta de algo na vida, por mais que eu tenha recursos será como se tivesse a falta, e passo a criar esta realidade de falta, e não recebo o suficiente, e minha percepção é que todos estão comigo porque estou entregando algo, e nas relações procuro ser perfeita como amiga, uma ótima profissional, parceira e esposa, afinal é muito difícil lidar com esta culpa que assombra por não agradar a todos.

 

Na hora que vivemos a experiência na infância, há uma espécie de pico emocional que reflete de forma impregnada, e com o passar do tempo, a emoção vai diminuindo de intensidade, e deveria DESAPARECER completamente. Mas não é isso que acontece. 

 

A mente do ser humano é incrível e capaz de coisas que nem imaginamos, como buscar pessoas, viver situações, gerar movimentos que te levam a viver aquela emoção já conhecida seja ela positiva ou negativa.

O mais incrível é que o processo autossabotador é inconsciente e nos deixa cegos e não conseguimos ver as verdades ocultas por trás de nossas emoções.

 

Existem vários padrões emocionais e sentimentos negativos que mantemos como uma forma de permanecermos conectados aos familiares e antepassados, e na maioria das vezes fazemos isso de forma inconsciente .

 

Elisangela Correa

 

Fundadora e Sócia

Instituto Voo das Borboletas

Especialista em Desenvolvimento Humano – Com ênfase em Mulheres

 

Programa de Desenvolvimento Feminino  

Método Voo das Borboletas 

Constelação Sistêmica Familiar 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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