Curando a Relação com o Pai

14 Aug 2017

"No dias do pais, minha homenagem vai para um homem que não conheci"

Para está força que em nossa vida, representa autoconfiança, equilíbrio, foco, razão e o proposito espiritual.

 

 

 

 

Hoje é o dia de dizer parabéns  aqueles que cumprem um papel que ninguém pode substituir, sim, se por algum motivo seu pai não esta contigo, mesmo que sua mãe tenha sido uma "pãe" ou tenha tida um padrasto, vô, tio ou uma figura que ocupou este papel em sua vida, ninguém mas ninguém substitui seu pai, só quem não teve seu pai presente sabe o vazio que fica no coração.

 

Ele pode não ser aquilo que você esperava, ele pode não ser como você queria que ele fosse, mas foi com ele que sua mãe escolheu  gerar você, e indiferente das mais diversas circunstâncias do casal, você nasceu desta união, e é dele que vem a força masculina que nos traz autoconfiança, coragem, equilíbrio, nos norteia e determina nosso foco.

Imagine um tripé, ficaria de pé se um dos pés não estivesse alí, na vida este tripé representa nossa mãe e nosso pai e nós os filhos, e claro que assim como nossa mãe é muito importante, nosso pai também,  e os dois de igual forma.

Veja, nenhum poderá cumprir o papel do outro, e sim, até pode ser que você esteja lendo e pensando....”minha mãe me deu tudo” mas muitas vezes estes tudo por mais tudo que seja, não supera aquela espaço que é do homem que doou sua semente para que mamãe te gera-se.

 

Sim, sabemos que muitos pais não conseguem cumprir seus papeis, e abandonam seus filhos e reconhecemos aqui as guerreiras de plantão (este é um tema para um próximo texto),  mas este filhos no caso citado, tem um grande aprendizado aí, que é descobrir esta força masculina através de uma caminhada de autoconhecimento ou quem sabe neste jornada, veio se aproximar mesmo da energia do feminino (possibilidades).

 

É lamentável, que muitos filhos só lembrem  de seu pais no dia de hoje, e muitos nem lembrem, fico muito, muito triste quando por algum motivo vejo filhos negando seus pais, claro que sabemos que existem situações desafiadoras entre as relações de pais e filhos, mas parece que alguns filhos esquecem que eles mesmos escolheram viver esta jornada com esta família e estes pais ou família.

 

Bom, para quem  não sabe, não conheci meu pai, e por muito tempo eu alimentava uma historinha que me contaram,  e para sustentar esta historinha eu mantinha muita raiva  (raiva inconsciente na época) inclusive gerando grande problemas nas relações afetivas com masculino.

 

A partir de 18 anos, inicie uma busca por meu pai, uma busca incansável, mas não tive retorno, 10 anos depois, já  bem cansada e sem expectativa, recebi uma noticia que ele residia em Tubarão-SC,  pra mim foi a alegria total, pois vi a possibilidade conhecer mais uma parte de minha raiz e integrar em mim com quase 30 anos uma parte de minha vida, meu vazio já não doía tanto, mas me sentia solta e embora tivesse minha mãe e pessoas que de alguma forma representavam esta força, como mencionei, ninguém poderia ocupar o lugar deste homem na minha vida.

Fui a busca,  e quando consegui acessar e receber mais informações, fazia dois meses que ele havia falecido em um acidente trágico de carro, bom foi um grande choque, mas entendi que minha busca por ele  agora se daria em outro nível.

 

Hoje,  dele  vem meu gosto pela natureza, e a cada vez que busco sobre ele, descubro que mesmo não o conhecendo tenho muito dele, incluindo meu amor por cavalos e animais,  pelo violão,  pela musica e pela poesia, também pela dança, sim, descobri que meu pai foi um leonino e tanto, e para os astrólogos de plantão, um grande líder, e um dos maiores trovadores da época de 1980, e tinha uma veia artística forte, e talvez por isto hoje eu adoro um palco, e minha busca é a expressão livre, dança, fala, teatro e tudo que tem a ver com artes incluindo meu amor pelo xamanismo, pois meu pai tinha raiz forte com índios e bugres.

 

Mas, o mais importante, descobri, que parte de minha dor não era minha, e que eu trazia esta dor, rejeição, medo e mais algumas questões por honra ao meu sistema de mulheres, mulheres muitos fortes, guerreiras mas, que tiveram muitos problemas com o masculino, entre estes problemas, abusos, abandonos, violência, etc.

De verdade não sabemos quem começou e onde esta o inicio de tudo. Mas aqui, acredito que nosso aprendizado não é o julgamento, e sim trabalhar a aceitação daquilo que não podemos mudar, sim, entender que se falta uma das pernas do tripé é porque por algum motivo, viemos aprender a desenvolver toda esta força por si próprio, pois ele pode não estar com a gente, mas ele existe, e talvez mesmo diante de nossa incompreensão, tenha cumprido seu papel que era só contribuir para nos dar a vida.

Lembro como se fosse hoje uma dinâmica  sistêmica que fiz para trabalhar esta questão de pai,  e que a pessoa que representava ele me dizia: “filha era para ser assim e só isto”, por algum motivo eu vi nesta jornada aprender sem ele, mas principalmente a me superar e desenvolver em mim, tudo aquilo que recebi dele.

 

“Pai, mesmo não estando comigo para me orientar ou me mostrar o que de você eu herdei, de longe esta fazendo sua parte, e do meu jeito quanto mais te aceito e integro você amorosamente dentro de mim, reconheço minha força, minha luz, minha autoconfiança,  minha coragem que se manifesta cada vez de forma mais ousada, sim a coragem se me expressar livremente na vida, talvez nesta  jornada vim aprender a descobrir estas potencialidades em mim, para direciona-las de uma forma positiva com outras pessoas, despertando para verdade, motivando rumos a seus ideias. Por algum motivo foi assim, e é assim!!

A saudade, é grande, nem sei explicar direito este sentimento tão grande dentro de mim, de alguém que nem conheci, mas ela não é mais alvo de lamurias e vitimismo, ela é impulsionadora na jornada de evolução e crescimento, e só por isto já sou grata".

 

Hoje, atuo como consteladora sistêmica familiar,  e frequentemente recebo mulheres que me procuram olhando para sua carreira, e para seu negócio, ou mesmo para seu propósito de vida, e acabamos sempre olhando para suas relações com os masculino, ou a relação dela com seu pai, ou mesmo como ela vê esta relação, e tudo vai para o mesmo lugar, feridas que mulheres trazem e que de alguma forma as fazem negar sua força, por não aceitar aquilo que a vida deu de presente, mesmo que pareça estranho.

 

Para quem não sabe, o nosso pai em nossa vida, também representa a orientação para nosso proposito, eu descobri o meu  quando eu parei de viver as historinhas que me contaram e sim, aprendi a aceitar a vida como ela foi, e como ela se apresenta, sim, ainda trabalho questões emocionais, mas hoje já sei que estas são minhas e que não existe um culpado, existe algo a ser curado em mim.

 

 

 

O caminho de cura do masculino e feminino é longo, mas inicia a partir do momento que olhamos para os nosso pais!

 

Elisangela Corrêa

Instituto Voo das Borboletas

 

 

Cure a sua relação com seu pai através da compreensão e cura da relação com o feminino, venham viver a sua METAMOFOSE através da 

Jornada de Empoderamento Feminino

 

 

 

 

 

 

 

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