O que é esta tal "Dona Insatisfação" que assombra as mulheres nas relações afetivas atualmente?

9 May 2017

Na maioria das vezes em nossas relações afetivas se apresenta uma tal de Dona Insatisfação, como cita Cler Barbiere em seu livro “O caminho do coração”. Esta Dona Insatisfação senta-se em nossa sala pessoal (interior) e fica ali até que resolvemos olhar para ela, e para não olharmos criamos as mais diversas artimanhas, inventamos os mais diversos papéis como a vítima, a general, a manipuladora, a coitadinha, a mega ocupada, a protetora, a megera, aquela que faz tudo pelos outros, esta e outras personas e máscaras que usamos e que nada mais são do que couraças que criamos para sermos aceitas e amadas, ou simplesmente para conseguirmos seguir firmes, já que olhar para esta desconstrução, representa desmoronar o castelinho de areia construído com base em uma percepção de realidade não real.

 

O momento pede desesperadamente que nós, mulheres, despertemos nossa consciência e sim, assumamos nossa capacidade de olhar as situações de cima; que despertemos nossa curadora interna, pois precisamos estar inteiras para auxiliar na cura de uma sociedade que precisa do que temos a oferecer quando estivermos curadas e despertadas.

 

Nossa coragem, autoconfiança, segurança, ousadia e foco são funções e capacidades vindas de nosso lado masculino interno (sagrado masculino pessoal), e quando estamos bem integradas com estas forças, nos sentimos mais seguras e determinadas para seguirmos na vida frente aos aprendizados, evoluções e também aos desafios e adversidades.

 

Como está ou como é a relação com o sua e seu pai? O que você pensa em relação a ele? Como você percebe a relação dele com sua mãe? Qual o sentimento, e imagem que te vem em mente quando pensa em sua mãe?

 

Muitas mulheres atualmente vivem relacionamentos que são nada menos que a repetição da relação ou de padrões que conheceram em casa; Têm ainda aquelas que até inconscientemente não aceitam o posicionamento da mãe e o negam (e aí existe uma negação de seu próprio feminino sagrado) e com o pai, compram a briga da mãe (neste caso, esquecem que são filhas, julgam e punem o pai).

 

 

Como é sua relação com os homens de sua vida?

  • Você sente-se plena, ouvida, apoiada?

  • No dia a dia consegue ter um tempo para você, para ler, escrever, ou fazer coisas que te fazem feliz e realizada?

  • Consegue expor seu ponto de vista e posicionar-se com segurança e amorosidade?

 

Ou....

  • Vive numa rotina cruel e com a agenda rígida para atender alguma necessidade interna que talvez ainda você não conheça muito bem?

  • Na relação afetiva, sente-se cansada, pois parece que tem que fazer tudo sozinha, às vezes até parecendo que ocupa o lugar do homem?

  • Tem a sensação de desconexão de sua feminilidade, sensibilidade, libido, autoestima, intuição, ou até mesmo nem sabe o que é ser mulher e feminina?

  • Sempre atrai relacionamentos que te fazem sentir em segundo lugar de importância ou cumprindo papéis da mãe, da irmã, da tia, menos o teu de mulher?

  • Quando decide seguir o caminho de teu coração é julgada e menos ainda apoiada?

  • Vive a roda do “dedo podre” e acaba repetindo relacionamentos iguais, por mais que viva mudando de parceiro?

  • Volta e meia está num relacionamento que o parceiro não está disponível para você, vivendo triângulos amorosos?

  • Está em um relacionamento em que teu parceiro por vezes parece teu próprio pai?

  • Vive num relacionamento que permite várias situações abusivas porque tem medo de não conseguir lidar com uma realidade diferente e onde você esteja à frente?

  • Agarrou-se a uma relação por achar que era a salvação para resolver os sentimentos de carência,  falta de afetividade, e todas as dores de sua criança interna?

  • Está num relacionamento por questões e interesses financeiros? Pois está apegada ao material e à ilusão de segurança que ele te trás?

Estas relações acontecem com mulheres que têm dificuldade de conectar-se com seu autovalor, autoconfiança, segurança e que precisam desenvolver estes padrões emocionais; E a maior dificuldade está aí, pois nossas mentes, muitas vezes, não conseguem ir além daquilo que já viveram.

 

Mulheres urgentemente precisam fazer as pazes com suas fontes de forças que se encontram em seus ancestrais, pois, nestes casos mesmo inconscientemente existe algum tipo de resistência, negação ou qualquer outro sentimento que se afasta. 

 

A cura está em conhecer melhor as dinâmicas que movem seu sistema familiar, entender que as histórias que estão lá fazem parte, mas que você é filha e como filha não cabe julgar. Nossos pais têm suas histórias e seus caminhos de evolução, e quando por amor acredito que posso resolver algo que não me pertence eu deixo de cuidar de minha vida e minhas responsabilidades, passando a cuidar de algo que é responsabilidade de outra pessoa.

 

Aqui eu refiro-me a mulheres que precisam despertar para posicionarem-se e assumirem seus lugares no mundo com autoconfiança.

 

É tão forte ainda esta realidade, que muitas vezes, relações afetivas que eram para ser lindas e viram dependências emocionais, financeiras e daí vão para relações simbióticas, e seguem vivendo assim, construindo realidades insatisfeitas; Estás relações são o reflexo de algo não visto, e que é preciso dar luz para curar, transformar e evoluir.

 

Quando me permito olhar para o meu sagrado feminino, também equilíbrio meu sagrado masculino, a cura está principalmente quando eu, como mulher, olho para a mulher que veio antes de mim. Está em compreender, conhecer sem julgamentos, pois tudo foi como tinha que ser e cumprindo seu papel dentro da consciência que ali existia.

 

Relações não precisam ser perfeitas, e nem são, todas estão aí para nos mostrar algo sobre nós, nem tudo é separação, às vezes, é autoconhecimento, responsabilidade e evolução.

 

 

Elisangela Corrêa

Especialista em Desenvolvimento Feminino

Instituto Voo das Borboletas

 

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