Como os sentimentos de culpa e vitimismo agem sobre nossos relacionamentos afetivos

16 Nov 2016

 

 

A culpa e o vitimismo são a sombra de muitas mulheres nas relações afetivas, e por muitas vezes inconscientemente. Por não identificar este padrão permitimos viver as mais diversas relações simbióticas e muitas vezes mascaradas por os chamados "cuidados” ou "controles". Este sentimento vem de diversas fontes, principalmente se esta mulher cresceu num ambiente familiar desestruturado onde estava conectada com alguma dinâmica sistêmica do pai ou mãe.


 Muitas vezes esta mulher aprendeu que para ser amada precisa se submeter as mais diversas humilhações, ou que precisa cumprir o papel de “boazinha” aceitando tudo o que a outra parte coloca como “lei”, e em diversos casos ela só reconhece o amor através da dor, e entende que para amar precisa sofrer, não se sentindo merecedora de uma relação saudável e equilibrada.


O sentimento de culpa e vitimismo seguido pelo não merecimento ou a busca de aceitação, gera aquela sensação de que por mais que uma parte de mim diga “ eu não quero mais viver isto” a outra parte diz, “você não tem direito ou não merece viver algo novo, feliz e amoroso” e inicia um conflito interno onde baixa a energia, autoestima e da vazão para outros sentimentos desqualificados.


Nestes casos, se a  oportunidade bater na porta desta mulher antes dela se olhar, e se libertar destes padrões, provavelmente ela vai mover montanhas para não viver a oportunidade, retroalimentando o sentimento de culpa e vitimismo, e permanece atraindo relações simbióticas, que no final fazem ela pensar que sempre é a coitadinha ou boazinha, portanto ela faz parte de mais um sistema de crenças que precisa ser revisado.  (Isto chama-se auto boicote).

 

Como saber se estamos funcionando num padrão de culpa ou vitimismo?

 

Estas relações acontecem principalmente com mulheres que precisam desenvolver autoconfiança, autoestima, determinação, amor próprio, posicionamento na vida entre outros aspectos, e que por vezes está relacionado a conexão de um novo jeito com mãe ou pai.

 

Perceba, quando você vibra neste padrão você permite que o outro sempre dê as cartas, e assim você anula sua responsabilidade, e se você não joga como o outro quer, o seu sentimento é de culpa, vazio interno, inquietação e uma sensação de não ter controle de si, e sim dependência. Estas questões em relacionamentos geram traumas profundos na alma feminina, e que mais tarde vai refletir em outras áreas. Ocupar seu lugar  é crescer e reconhecer padrões de comportamentos, ou crenças limitadoras que fazem você  sentir-se fraca, desprotegida, e sem forças para ocupar seu lugar de direito.


Minha dica: MULHERES despertem para o autoconhecimento, conheçam seu autovalor!

 

 

Elisangela Correa
Empresária,  Gestora, Coach , Consteladora e Terapeuta
Especialista em Desenvolvimento e Empoderamento Feminino
Diretora e Idealizadora: Voo das Borboletas – Escola para Mulheres

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