Dicas sistêmicas para

salvar relações afetivas

Quando uma relação entra em crise, na verdade ela só está expondo os problemas sistêmicos que já existiam antes mesmo do casal se conhecer, a relação é apenas um espelho daquilo que está em nós. Trazemos em nosso inconsciente tendências de emoções, padrões, pensamentos e comportamentos hereditários, e estas tendências ficam latentes, esperando só o momento para se manifestar.
 
Nas crises surgem oportunidades de ficarmos fortes emocionalmente. Para se resolver um problema emocional, é necessário olhar para ele. Quando surge uma briga, o que a emoção está dizendo por detrás das acusações? Geralmente, coisas do tipo: quero ser visto… quero carinho… quero que você me abrace e não fale tanto… quero compartilhar…
 
A busca do ser visto e acolhido é sistêmico. Todos nós temos esta necessidade, e isso é herdado do sistema familiar. Quando não sabemos lidar com esta necessidade, queremos que o parceiro faça isso por nós. E como atraímos exatamente o tipo de parceiro que precisamos (espelhos) para depurar nossas emoções, ele também quer o mesmo de nós. 

O que acontece quando duas crianças querem o mesmo doce? Podem brigar… ou dividir… Se um deixar a sua parte para o outro, está ferrado. Porque quem deu a sua parte, permanece com a carência. E o outro, inconscientemente, assume o papel de culpado, porque recebeu mais do que merecia. 
É… as regras sistêmicas são muito diferentes das “crenças sociais” sobre relacionamento.

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Por isso, vou falar sobre dicas sistêmicas para salvar crises no relacionamento:
 
1 – um parceiro deve reconhecer que o outro tem raízes diferentes. Deve respeitar e amar a família do outro, sinceramente, pois os problemas originam-se nas raízes;
2 – um parceiro deve cuidar das suas raízes. Só pode resolver os problemas que tem a ver consigo. Não tem nada a ver com o outro, nem deve cobrá-lo. Isso quer dizer: problema no casamento significa curar as próprias mágoas que se tem do papai e da mamãe;
3 – um homem e um mulher tem o mesmo valor e validade. A família de cada um tem o mesmo valor e validade;
4 – um parceiro deve dar e receber na mesma medida. Se quer dar, mais que receber, há crise. Se quer receber, mais que dar, há crise;
5 – no amor familiar, há uma hierarquia. O relacionamento do casal é o mais importante. Depois, vem os filhos. Dar mais atenção aos filhos que ao relacionamento do casal, indica problemas sistêmicos que detonam em crise;
6 – os filhos são felizes quando os pais amam-se mutuamente. Cuidar dos filhos significa, em primeiro lugar, cuidar da boa relação entre o casal.
7 – quando se está em segundo ou terceiro casamento, o parceiro deve reconhecer que os filhos do outro na relação anterior tem prioridade. Deve reconhecer que a ex-esposa ou ex-marido tem prioridade. A segunda mulher será sempre a segunda. O segundo marido será sempre o segundo. Sistemicamente, é assim, e esse reconhecimento restabelece o equilíbrio.
8 – para os filhos, a madrasta ou padrasto estão sempre em segundo lugar, do que o pai ou a mãe biológica. E isso não importa se a relação com os progenitores é boa ou não. Padrasto é o segundo pai. Madrasta é a segunda mãe. Só isso.
9 – quando nasce um filho numa relação extra-conjugal, a relação original está acabada.
10 – o sistema familiar impele seus membros à procriar. Significa que os pais deram continuidade à vida. Num relacionamento sem filhos, não há como a vida ser transmitida para frente, e então, este fato deve ser compensado com a dedicação a um todo maior, seja profissionalmente, espiritualmente, dedicando-se às artes, ou outra forma de expressão de vida.
11 – longos relacionamentos sem casamento, ou seja, o compromisso de ficar juntos, seja isso oficial ou não, significa que o parceiro está passando a mensagem ao outro: você não é bom o suficiente para mim. E vice-e-versa.
12 – a fidelidade baseada na idéia: eu sou a única pessoa boa para você, e portanto, você é só meu, está contaminado com questões sistêmicas. Um casal ajustado é fiel, até o momento que tiver que ser.
13 – não existe perdão no relacionamento. Quem perdoa, se coloca em posição superior ao outro. E quem pede perdão, joga toda a responsabilidade da sua culpa ao outro. A solução para um erro é dizer: fiz isso. Sinto muito. Com sinceridade. O único perdão válido é o mútuo: eu lhe feri. Você me feriu. Vamos nos perdoar e recomeçar…
14 – encontrar um parceiro ideal significa estar consciente e equilibrado com as próprias emoções sistêmicas, permitindo encontrar alguém igualmente equilibrado e consciente.

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